O Kerigma e o Didaquê


Kerigma é o termo grego que quer dizer a Proclamação – a pregação. O Kerigma é a pregação das verdades que constituem a base da fé. Jesus é a Verdade. A base do Kerigma é a proclamação de Cristo. Exemplos de Kerigma: “Jesus é Deus”; “Todas as coisas foram criadas por meio dele”; “Fomos justificados pela fé em Cristo”; “Fomos ressuscitados com Cristo”. “Jesus voltará com poder e muita glória”. O Kerigma é a base da fé do discípulo. O Kerigma é para ser crido. E ele mesmo produz fé no coração do discípulo.


Didaquê é a palavra grega traduzida por Doutrina. O Didaquê dos Apóstolos – ou a Doutrina dos Apóstolos (At 2.42) – era o conjunto de mandamentos práticos para a vida dos discípulos. Por exemplo: “Amai-vos uns aos outros”; “Orai sem cessar”; “Não sai da vossa boca nenhuma palavra torpe”; “Fugi da impureza”; “Maridos, amai vossas mulheres”. O Didaquê deve ser simples e objetivo. Ele é essencial para formar o caráter e a vida do discípulo. O Didaquê é para ser obedecido. Ele direciona a obediência do discípulo.


Ao entender estes dois aspectos da Palavra de Deus, vemos que um discípulo necessita receber abundantemente Kerigma e Didaquê. Não pode receber muito de um e pouco do outro. Mas em igual medida. Se um discípulo recebe muito Kerigma e pouco Didaquê, será alguém cheio de fé e animo, mas sem direção para sua vida, muitas vezes com erros e dificuldades sérias em seu caráter.


Também se alguém receber muito Didaquê e pouco Kerigma, será alguém com muito conhecimento do padrão que deve ser vivido, mas sem fé, nem ânimo e nem forças para praticar o elevado padrão.


Podemos entender melhor comparando estes dois aspectos com um trêm. O Didaquê são os vagões com as cargas que devem ser levadas. O Kerigma é a locomotiva. Se só damos mandamentos, sobrecarregamos o trem e o deixamos com pesados vagões e sem a locomotiva. Se porém proclamamos abundante e rico Kerigma, podemos depois acrescentar vagões ao trem, pois ele tem potente locomotiva para levá-los.


Encontramos ainda outra ilustração sobre a estreita ligação entre as verdades e os mandamentos. É a relação entre a agulha e a linha no trabalho de costurar. Podemos dizer que o Kerigma é a agulha que vai abrindo o caminho ao costurar. E que o Didaquê é a linha que vai mantendo unido e consolidando tudo por onde a agulha passou. Não se pode abrir mão de nenhuma das duas. Não se pode costurar sem uma das duas.


Assim um discípulo necessita de ambos aspectos da Palavra de Deus.E todo discipulador deve zelar por dá-los ricamente.

Em nossa experiência tem sido mais freqüente encontrar discipuladores mais fortes na questão dos mandamentos do que nas verdades. Há uma tendência de pensar que, se um discípulo está tendo alguma área de dificuldade em sua vida pessoal, é porque está precisando de mandamentos. Na verdade muitas vezes ele já conhece muito bem o padrão que deve viver, porém não tem forças para vivê-lo. Há uma tendência de se querer resolver todos os problemas por meio de mandamentos e admoestações. Quando, muitas vezes o discípulo está precisando receber uma palavra que lhe gere fé no coração.


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