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CONTRIBUIÇÕES NA IGREJA

14/11/2019

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Destaques

A pregação de Jesus e dos apóstolos

 

E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Mt 24.14

 

A missão que Jesus nos confia, como discípulos, é tremenda: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações”. (Mt 28:19) É uma alta e sublime tarefa – ser colaboradores de Cristo para resgatar homens e mulheres da morte e das trevase conduzi-los ao Seu reino de amor.

 

A primeira ferramenta que o Senhor nos dá para realizarmos esta tarefa é o Evangelho. Paulo declara que o Evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. O Evangelho é a palavra de Deus aos homens, declarando-lhes o Seu amor, convocando-os ao arrependimento e dando-lhes a grande notícia da salvação.

 

A única pregação que forma discípulos é a pregação do Evangelho do Reino.

 

Entretanto, ao fazermos a obra de Deus, devemos ter certeza de estarmos fazendo-a da forma correta. O Senhor não nos mandou fazer qualquer trabalho. Mandou-nos fazer discípulos, e é impossível fazer discípulos se não pregarmos o Evangelho corretamente. Temos que pregar o Evangelho genuíno, ensinado por Jesus e Seus apóstolos.

 

A semente define o fruto.

 

Se fizermos uma comparação entre a qualidade dos discípulos do início da Igreja em Atos e a qualidade dos cristãos modernos, veremos uma enorme diferença:

 

Discípulos em Atos: 

 

• Compromisso absoluto com Deus

• Amor supremo a Deus, acima de seus próprios interesses

• Vida de santidade

• Submissão total a Deus eaos irmãos

• Cheios de poder

• Vida intensa de oração

• Intrepidez na proclamação da Palavra

• Muito fruto

• Comunhão intensa – diariamente juntos

• Amor genuíno uns com os outros

 

Cristãos modernos:

 

• Falta de compromisso com Deus e com Seu serviço

• Busca da própria felicidade

• Vida com embaraços e pecados constantes

• Falta de sujeição – independência de Deus e dos irmãos

• Pouco poder e pouca graça

• Vida de pouca oração

• Vergonha e timidez na proclamação

• Pouco fruto

• Indisposição para estar juntos

• Falta de cuidado e solidão

 

Qual a razão de tamanha diferença? Por que os cristãos do início tinham uma vida de total renúncia e consagração ao Senhor? Por que eram tão fiéis discípulos? É possível ter cristãos como esses hoje em dia?

 

A resposta para estas perguntas está na base da conversão daqueles discípulos. Está no evangelho que eles ouviram. A Igreja de Atos é fruto do evangelho pregado por Jesus e pelosapóstolos.

 

Semente boa => Fruto bom

Semente ruim => Fruto ruim

 

Aqui vamos encontrar um princípio absoluto: uma semente boa produz um fruto bom; uma semente ruim produz um fruto ruim. Este princípio é válido tanto para a agricultura como para a vida espiritual.

 

O que é a semente?

 

Vamos ler Mt 13.3-9, 18-19.

Nesta parábola, Jesus fala de um semeador, de uma semente e de quatro tipos de solo. Não vamos estudar aqui toda a parábola, mas apenas observar o tipo de semente que é semeada, em todos os tipos de solo. Os solos são vários, mas a semente é uma só.

 

O que é a semente, segundo Jesus? A semente é a Palavra. A semente é o Evangelho que é pregado. Mas que Palavra é semeada? O texto não diz apenas: a Palavra. No versículo 19 vemos que Jesus especifica qual é a Palavra pregada. Ele diz:

 

“A todos os que ouvem a palavra do reino ...”

 

Este é um ponto muito importante. Qual era o evangelho que Jesus pregava? Qual era a semente que Jesus semeava? A semente era a Palavra do Reino.

 

A qualidade do evangelho pregado a uma pessoa é importantíssima. Ela vai definir o tipo de cristão que a pessoa será.

 

Um evangelho verdadeiro produz cristãos verdadeiros. Um evangelho distorcido produz cristãos falsos.

 

Se semearmos uma semente mirrada, o fruto será mirrado. Se semearmos uma semente falsa, o fruto será falso. Da mesma forma, um evangelho fraco gera cristãos fracos e um evangelho distorcido produz cristãos falsos.

 

O contrário também acontece. Se pregarmos um evangelho inteiro e verdadeiro, obteremos cristãos inteiros e verdadeiros. Os discípulos em Atos eram fruto de um evangelho verdadeiro, por isso eram verdadeiros discípulos.

 

Esta é uma lei natural e um princípio espiritual. A semente de uma planta contém todas as características genéticas que a planta terá. O evangelho pregado já deve conter todas as características que queremos que exista no futuro discípulo.

 

Jesus semeou uma boa semente, um bom evangelho, e por isso colheu bons discípulos, um bom fruto. A má qualidade dos cristãos modernos se deve ao evangelho que é pregado.

 

O segredo para termos bom fruto está em usar a mesma semente que Jesus usou. Se pregarmos o evangelho que Jesus pregava, teremos discípulos melhores.

 

O evangelho que Jesus pregava.

 

Observemos bem a semente que Jesus semeava:

 

Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. Mt 4.17

 

Percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. Mt 4.23

 

E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Mt 9.35

 

E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Mt 24.14

 

Jesus pregava um evangelho qualificado: o Evangelho do Reino.

 

Ele, porém, lhes disse: É necessário que eu anuncie evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado. Lc 4.43

 

Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele. Lc 8.1

 

A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse

tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino

de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele.

Lc 16.16

 

Os textos com as expressões “evangelho do reino” ou “reino de Deus” são numerosos e isto não é coincidência. Jesus pregava e anunciava um tipo especial de evangelho: o Evangelho do Reino. Não diz apenas que “pregava o evangelho”. O evangelho pregado é especificado. É um evangelho qualificado. Uma semente qualificada.

 

O evangelho que os apóstolos pregavam.

 

E os apóstolos e demais discípulos, que evangelho pregavam?

 

Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres. At 8.12

 

Durante três meses, Paulo frequentou a sinagoga, onde falava ousadamente, dissertando e persuadindo com respeito ao reino de Deus. At 19.8

 

Agora, eu sei que todos vós, em cujo meio passei pregando o reino, não vereis mais o meu rosto. At 20.25

  

Falar do Reino de Deus era algo central para os apóstolos e demais discípulos quando evangelizavam. 

 

Havendo-lhe eles marcado um dia, vieram em grande número ao encontro de Paulo na sua própria residência. Então, desde a manhã até à tarde, lhes fez uma exposição em testemunho do reino de Deus, procurando persuadi-los a respeito de Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas. At 28.23

 

Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo. At 28:30-31

 

As expressões "reino dos céus" e "reino de Deus" eram constantes na pregação de Jesus e dos apóstolos (aparecem mais de 100 vezes no Novo Testamento). Falar do Reino de Deus, quando evangelizavam, era algo fundamental para eles.

 

Mas, afinal, o que significa falar do Reino de Deus para alguém? Quais são as consequências de aceitar a Palavra do Reino? Disto trataremos nas próximas lições.

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