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Ajuda Imedia a India

Queridos Irmãos,

Mais uma vez agradecemos aos todos que estiveram e estão envolvidos conosco nesta carga pela Índia. Já se passaram mais de duas semanas do nosso retorno e imagino que todos estejam aguardando notícias para saberem os passos que daremos para atender as diversas necessidades e portas que se nos foram apresentadas, as quais relatei naqueles “diários de bordo”. Alguns irmãos já me escreveram desejando cooperar.

Logo na semana de nosso retorno viajamos a Salvador, onde compartilhamos com alguns irmãos da equipe apostólica nossas experiências e impressões. Pareceu evidente a todos que esta obra é para a toda Igreja e não apenas para Belo Horizonte. Eu, Zé Maria e Jardir fomos apenas os espias. Temos sido impactados com o que vimos e, na medida em que temos transmitido, todos são imediatamente contagiados com igual sentimento. Temos a sensação de que algo grandioso da parte de Deus está prestes a acontecer e Ele parece querer nos incluir. Eu, Carlos, que escrevo esta carta, sinto que iremos fazer uma troca com a Igreja daquele país, no sentido de dar e receber. Poderemos oferecer-lhes resgate e ao mesmo tempo sermos nós mesmos resgatados.  Sinto que lhes daremos a Palavra de Deus, num conteúdo que poderá ajudar a fundamentar a Igreja naquela nação. Eles irão nos compensar oferecendo-nos uma prática de vida cristã desafiadora, disposta ao sofrimento e rendição completos. O Senhor nos fará compreender a aplicação da cruz, que até agora pode ter sido para muitos algo apenas conceitual. Havemos de compreender o que é um grão de trigo caído na terra e que deixa-se morrer verdadeiramente. Quem sabe o Senhor nos responderá orações levantadas nestes últimos dez anos?

O que faremos imediatamente? Como todos sabem há uma necessidade imediata a ser suprida. Refiro-me à difícil situação daqueles amados irmãos nos campos de refugiados em Kandhamal (Orissa). Esta é uma situação semelhante àquela que Paulo enfrentou quando os irmãos da Judéia estavam padecendo fome. Na ocasião ele convocou a Igreja de todos os lugares para que participassem daqueles sofrimentos enviando-lhes socorro na forma de uma grande oferta. Acreditamos que Deus nos está dando a mesma carga, responsabilidade e oportunidade. Quem sabe o Senhor nos dará uma experiência de generosidade que jamais temos praticado até agora?

Quero esclarecer que esta oferta é de caráter especial e urgente e não se caracteriza em um compromisso permanente. Mas eu sei também que Deus está nos abrindo uma grande porta de trabalho e será necessário o envolvimento de muitos a médio e longo prazo no que diz respeito à recursos e obreiros a serem enviados. Portanto, rogo a todos que estão sendo absorvidos por esta carga a que orem para saberem que tipo de continuidade poderão dar daqui por diante. É provável que estaremos nos envolvendo imediatamente com o sustento de dez obreiros que estão sendo treinados e enviados à aldeias que nunca ouviram o Evangelho no estado de Bihar (aquele estado que tem quase 90 milhões de habitantes). O projeto é plantar 50 Igrejas nas casas em 50 aldeias em dois anos. Quatro Igrejas já estão sendo formadas. Também pretendemos nos envolver no treinamento e discipulado destes obreiros, para que as Igrejas que forem formadas sejam sadias em seu fundamento. Isso poderá envolver um breve retorno àquele país com permanência mais prolongada do que esta primeira viagem. Há o desejo de diversos outros pastores irem, inclusive Marcos e Mário.

Há outras possibilidades que envolveriam o envio temporário e permanente de obreiros, como às cidades de Hyderabad (estado de Andhra Pradesh) e Bhubaneswar (estado de Orissa). Pedimos a todos que orem para que Deus levante obreiros para esta semeadura e colheita. Desafiamos aos irmãos (a começar aos que falam inglês) que orem oferecendo a Deus um período de suas vidas para serem gastas a favor da obra de Deus naquele país.

Outro exemplo é o que está acontecendo entre as aldeias dos Kóias (perto na divisa do estado de Orissa). O Evangelho chegou entre eles há uns 14 anos e 120 aldeias já foram alcançadas. Existe muitos obreiros nativos envolvidos na evangelização deste povo, mas ainda faltam 180 aldeias para serem alcançadas. Estes obreiros necessitam de ajuda ministerial e de condições mínimas para fazerem a obra. Muitos deles têm de andar a pé cerca de 25 Km para pregarem o Evangelho. O Jardir, irmão de BH que viajou conosco, já doou 12 bicicletas para 12 obreiros que conhecemos em nossa visita. Mas se tivermos mais recursos, muito mais poderá ser feito imediatamente.

Em acordo com Mário e Marcos faremos o seguinte: Disponibilizaremos uma conta onde todas as Igrejas (ou irmãos individualmente) poderão depositar os valores levantados para depois enviarmos estes recursos à Índia, aos cuidados de Robson, aquele missionário que nos convidou à viagem. Damos testemunho da seriedade e integridade deste querido irmão, que há 17 anos está envolvido com a obra de Deus na Índia. Ele receberá estes recursos na medida que formos enviando e os administrará a favor das necessidades daqueles irmãos e de qualquer outra necessidade da obra de Deus na Índia, conforme nossa carga e orientação. Se alguém desejar conhecer melhor o ministério do Robson, ele tem três livros escritos que relatam suas experiências no campo missionário, que inclui alguns anos vividos na África e outros na Índia. Caso seja do seu interesse a leitura destes livros, escreva-nos para que providenciemos uma forma de que estes lhes cheguem às mãos.

Gostaríamos que estas ofertas fossem levantadas já durante o mês de junho para não sermos mais remissos diante de sua urgência. Os pastores podem levantar a oferta em suas congregações e depositar na conta que está especificada abaixo. Aqueles que individualmente já estão definidos de sua participação, podem depositar diretamente. Pedimos a todos que enviem por e-mail o valor e data do seu depósito para que os possamos identificar e fazer um relatório organizado. Estimulamos a todos que repassem esta carta a outros irmãos que desejam participar deste momento.

Quero dizer-lhes algo que tenho considerado importante e que envolve um ensino de Jesus. Ele nos orientou a não acumularmos tesouros sobre esta terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam. Que deveríamos ajuntar tesouros nos céus. Mas como fazer isso? Neste momento me surge uma resposta: A única forma de transformarmos riquezas terrenas em bens eternos é investindo-os no Reino de Deus. Não será de grande exultação naquele Dia podermos conhecer pessoas que foram salvas como resultado de nossa generosidade? Nós não podíamos ir diretamente, mas a doação de nossos recursos terrenos tornou possível que outros fossem. Eis a forma de transformar bens terrenos e corruptíveis em bens eternos. Isso não é fantástico? Penso que é a hora de entendermos que estes recursos temporários que nos chegam às mãos não podem mais ser dedicados predominantemente às vaidades deste mundo. Receio de que Deus se apresse em mudar nossa experiência neste particular.

Com grande apreço,


Carlos Cardoso

Belo Horizonte, 30 de maio de 2009

Associação Atos
Banco Itaú
Agência - 6960
Conta Corrente - 01 011-1
Enviar comprovante ou relatório do valor para gilmarevania@hotmail.com


30 de maio de 2009
   
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